1. Você está em: Inicial
  2. Artigos
Empreendedorismo
Vida transformada pelo chocolate
Armindo Buaes, que começou com uma modesta produção de bombons, hoje comanda um ateliê e ministra cursos de confeitaria em São Luís do Maranhão

Na primeira vez em que se arriscou a fazer uma leva de 17 bombons por conta própria, Armindo Buaes levou quatro horas. Mas a falta de prática não foi motivo para desânimo: ele continuou tentando até conseguir produzir mil doces por dia. O dinheiro da venda servia para complementar o salário. Até que, um dia, com o sucesso de seus chocolates, a atividade se tornou sua principal fonte de renda. Foi então que decidiu abrir um ateliê e investir exclusivamente na confeitaria.
Em entrevista para nosso blog, ele conta sobre sua trajetória empreendedora e dá dicas para quem sonha em atuar no ramo.

Por que você decidiu investir no ramo da confeitaria?
Eu trabalhava numa pastelaria, mas desde mais jovem sempre gostei de fazer doces e bolos. Por isso, há três anos decidi procurar um curso de confeitaria. Descobri uma loja aqui em São Luís onde eu poderia comprar as barras de chocolate Selecta e ganhava o curso de bombons. Comprei os produtos, fiz o curso e, no mesmo dia, coloquei em prática tudo o que aprendi. Então, comecei a levar os doces para vender no trabalho, além disso, vendia na rua durante os fins de semana e nas minhas folgas.

E como foi a primeira produção de bombons?
Como tinha pouca prática, na primeira produção, fiquei das dez da noite até uma hora da manhã para fazer só 17 bombons. Insisti até conseguir produzir mil bombons por dia.

Como foi a evolução do seu negócio?
Quando as vendas aumentaram bastante, saí do meu antigo trabalho e para me dedicar apenas ao chocolate. Um tempo depois, minha esposa ficou desempregada e começou a me ajudar. Foi quando tive a ideia de repassar os doces para vendedores e montei uma equipe com 17 pessoas. Elas vendiam no transporte público de São Luís e em outros pontos da cidade. Nessa época, eu e minha esposa chegamos a produzir cerca de 25 mil trufas por mês. Buscamos curso de especialização no Sebrae para gerenciarmos melhor os negócios, além de outros cursos de confeitaria para aperfeiçoarmos as técnicas. Com a renda que conquistamos, nos mudamos para o centro da cidade e montamos nosso ateliê, o Kitruffas.

E hoje em dia, como funciona seu ateliê?
Depois de um ano com o ateliê, vieram pedidos para ministrar cursos de bombom e trufas. Agora, também damos aulas de bolo artístico e confeitaria, inclusive fora da cidade.
Atualmente, produzimos 5 mil trufas por mês. Adequamos a produção de trufas para aumentarmos outras áreas de confeitaria, como os bolos artísticos. Eu, minha esposa e mais um funcionário atuamos na produção, além de cinco vendedores.

Qual foi a importância da Selecta para seu desenvolvimento profissional?
Foi de extrema importância! Fiz cursos com representantes Selecta, sempre buscando qualidade e aprimoramento. Na Masterclass da qual participei em 2018, aprendi novas receitas com o chef Ricardo Campos.Foi muito importante para meu conhecimento, para aplicar nos meus doces e replicar para os meus alunos.

Quais dicas você daria para quem deseja começar a trabalhar com chocolates?
O retorno muitas vezes não é rápido, é preciso ter paciência. E o principal é ter amor pelo que se faz. Se eu não tivesse amor pelo o que faço, não teria alavancado meu negócio. Eu acredito que são três pontos essenciais para quem trabalha com chocolate: buscar conhecimento, ter amor pelo trabalho e sempre levar qualidade para os clientes.

Olhando para o que você conquistou nesses últimos anos, como vê sua trajetória?
Fico muito feliz. Tenho 25 anos, fazia faculdade de química e tive que trancar para poder me dedicar ao meu negócio, mas me sinto feliz e realizado. Com meu trabalho, pude proporcionar mais qualidade de vida à minha família. Um tempo atrás, não me imaginava trabalhando com confeitaria. Hoje, não consigo pensar em atuar em outro ramo.